Majid Khademi, chefe da inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foi morto na segunda-feira em ataques aéreos noturnos em Teerã realizados por forças dos EUA e de Israel. A morte de um dos mais altos funcionários de inteligência do Irã marca mais uma baixa de alto perfil no conflito em escalada que começou em 28 de fevereiro.

A Guarda Revolucionária confirmou a morte de Khademi em comunicado, descrevendo-o como um chefe "poderoso e instruído" que foi morto em um ataque que classificaram como "terrorista criminoso do inimigo americano-sionista". As forças israelenses também afirmaram ter matado Yazdan Mir, conhecido pelo codinome Sardar Bagheri, que comandava a Unidade 840 clandestina da Força Quds da IRGC.

Khademi assumiu a liderança da Organização de Inteligência da IRGC em 2025, após seu predecessor, Mohammad Kazemi, ter sido morto em ataques israelenses. Antes de sua nomeação, ele chefiava a Organização de Proteção à Inteligência da Guarda, responsável por operações de vigilância interna e contraespionagem. O braço de inteligência da IRGC atua como um dos órgãos de segurança mais poderosos do Irã, muitas vezes operando paralelamente ao ministério de inteligência civil.

"Os líderes do Irã vivem com a sensação de estarem sendo alvos"

Os líderes do Irã vivem com a sensação de estarem sendo alvos… Continuaremos a caçá-los um por um

Israel Katz, ministro da Defesa de Israel — The Independent

Os ataques fizeram parte de uma série de operações mais amplas em todo o Irã que, segundo relatos, mataram mais de 25 pessoas. Explosões ecoaram por Teerã durante horas, com fumaça densa subindo perto da Praça Azadi após um ataque atingir os terrenos da Universidade de Tecnologia Sharif. O Irã respondeu lançando mísseis contra Israel e países do Golfo, com impactos relatados em Haifa, onde quatro pessoas morreram.

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