O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação agendada para sexta-feira sobre a autorização de forças defensivas para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, citando o feriado da Sexta-Feira Santa, apesar de a data ser conhecida quando a votação foi anunciada pela primeira vez.

A minuta de resolução do Bahrein permitiria que os Estados-membros usassem "todos os meios defensivos necessários" para garantir a passagem pela via navegável estratégica, que o Irã efetivamente bloqueou em retaliação aos ataques dos EUA-Israel que desencadearam o conflito no Oriente Médio há um mês.

Não podemos aceitar o terrorismo econômico que afeta nossa região e o mundo; o mundo inteiro está sendo afetado pelos desdobramentos

Jamal Alrowaiei, embaixador do Bahrein na ONU — Al-Monitor

O adiamento ocorre enquanto os mercados globais mostram sinais de otimismo cauteloso em relação a uma possível resolução. O índice Nikkei do Japão subiu 1,31% na manhã de sexta-feira na esperança do restabelecimento dos embarques de petróleo do Golfo, embora o benchmark ainda esteja em queda na semana.

O controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz — por onde passam cerca de 20% do petróleo global — interrompeu o fornecimento de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes, elevando os preços da energia em todo o mundo.

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A France 24 apresenta a história como uma crise diplomática em desenvolvimento com implicações econômicas globais. A emissora destaca o escopo internacional do problema, ao mesmo tempo em que observa as ameaças cada vez mais agressivas de Trump contra infraestruturas iranianas.

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O Al-Monitor foca nos aspectos processuais do adiamento da ONU e nas manobras diplomáticas por trás da resolução. A publicação oferece cobertura detalhada das várias emendas feitas para atender às preocupações do Conselho de Segurança.