A Coreia do Norte acelerou dramaticamente suas capacidades de produção de armas nucleares, com o órgão de fiscalização atômica da ONU confirmando um surto de atividade em instalações-chave do principal complexo nuclear do país.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, apresentou essa avaliação contundente durante uma visita a Seul na quarta-feira, destacando operações intensificadas no complexo nuclear de Yongbyon, na Coreia do Norte. A instalação abriga o principal reator do país, unidades de reprocessamento e capacidades de enriquecimento de urânio.
Em nossas avaliações periódicas, conseguimos confirmar que há um rápido aumento nas operações
Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA — Dawn
A escalada abrange múltiplos componentes da infraestrutura nuclear norte-coreana. A atividade aumentou no reator de cinco megawatts de Yongbyon, sua unidade de reprocessamento para extração de plutônio e um reator de água leve em construção. Outras instalações também foram ativadas, sinalizando uma expansão abrangente do programa.
Grossi estimou que a Coreia do Norte agora possui várias dezenas de ogivas nucleares, um aumento significativo em relação a avaliações anteriores. Acredita-se que o país tenha montado aproximadamente 50 armas nucleares, embora especialistas ainda divirjam sobre se Pyongyang conseguiu miniaturizá-las para uso em mísseis de longo alcance.
Enquadra a expansão nuclear da Coreia do Norte como um desafio direto à segurança internacional e ao regime de sanções, enfatizando a estratégia de sobrevivência do regime. A perspectiva do The Guardian reflete as preocupações ocidentais sobre a proliferação nuclear e a falha da pressão diplomática em conter as ambições de Pyongyang.