Os cristãos libaneses transformaram suas celebrações de Páscoa em orações de solidariedade para as aldeias presas no fogo cruzado entre as forças israelenses e o Hezbollah, no sul do Líbano. Igrejas em todo o país dedicaram seus cultos aos moradores que permanecem isolados de ajuda e suprimentos básicos.
Na igreja St. Antoine, no subúrbio de Jdeideh, em Beirute, os fiéis lotaram o santuário, enquanto outros permaneciam do lado de fora. Cartazes com os nomes das aldeias cristãs sitiadas — Ain Ebel, Rmeich e Debl — cercavam o altar, enquanto os cantores de hinos competiam com o rugido dos caças israelenses sobre suas cabeças.
As celebrações deste ano foram dedicadas ao povo do sul. Não são apenas as aldeias cristãs que sofrem nesta guerra. As aldeias muçulmanas também... nós estamos com todo o povo do sul, que foi obrigado a fugir de suas casas.
Jenny Yazbek al-Jamal, Líder do Coral da Paróquia — The New Arab
A líder do coral, de 55 anos, que tem familiares na região afetada, descreveu a presença constante de aeronaves militares interrompendo as celebrações religiosas. Os caças israelenses continuaram com bombardeios sobre os subúrbios sul de Beirute mesmo durante os dias santos cristãos.
Várias aldeias cristãs na fronteira encontram-se em uma posição impossível. Os moradores recusaram ordens de evacuação israelenses, insistindo que o conflito não é a guerra deles, mas as tropas libanesas se retiraram de várias posições na fronteira, deixando os civis se sentindo abandonados.
A mídia israelense foca no aspecto da observância religiosa, reconhecendo o impacto humanitário. Sua abordagem enfatiza a complexidade das populações civis presas em zonas de conflito sem tomar partido das operações militares.