Autoridades cubanas começaram a libertar presos na sexta-feira após anunciarem o perdão para 2.010 detentos, marcando a segunda grande libertação de presos em menos de um mês, enquanto a ilha enfrenta pressão intensificada da administração Trump.

Mais de 20 detentos saíram da penitenciária La Lima, no leste de Havana, carregando documentos de libertação e abraçando parentes que haviam esperado do lado de fora da unidade desde a manhã. As cenas emocionantes refletiram a importância do perdão em massa, que autoridades cubanas descreveram como um gesto humanitário alinhado com a Semana Santa.

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Albis Gainza, preso libertado — AFP

Gainza, 46 anos, cumpria metade de uma sentença de seis anos por roubo e disse não ter conseguido dormir após saber de sua iminente libertação. Seu caso exemplifica o perfil de muitos beneficiados: presos que demonstraram bom comportamento e haviam cumprido grande parte de suas penas.

O governo cubano anunciou os perdões na noite de quinta-feira como um 'gesto humanitário e soberano', mas não vinculou explicitamente a decisão às discussões diplomáticas em andamento com Washington. No entanto, a medida ocorre dias após o presidente Trump aliviar um bloqueio de petróleo de fato ao permitir que um navio-tanque russo entregasse petróleo à ilha, que sofria com escassez de combustível.

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A France 24 apresenta as libertações de presos como um desenvolvimento jornalístico direto, focando no enquadramento humanitário enquanto observa o contexto diplomático mais amplo. A emissora destaca as cenas emocionantes das libertações sem tomar partido das implicações políticas.

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