Líderes europeus anunciaram planos para uma missão naval independente com o objetivo de garantir a segurança do Estreito de Ormuz na sexta-feira, enquanto o Irã declarou que a importante via navegável estaria parcialmente aberta ao transporte comercial durante um cessar-fogo no Líbano. A iniciativa, liderada pela França e pelo Reino Unido, representa a tentativa mais significativa da Europa de assumir a liderança em segurança marítima sem a participação dos EUA.

O presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer receberam representantes de aproximadamente 50 países em Paris, coordenando o que chamaram de missão "estritamente defensiva". A ocasião foi marcada por um anúncio simultâneo do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, de que o estreito estaria "totalmente aberto" em rotas designadas durante o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano.

Todos nós exigimos a reabertura total, imediata e incondicional do Estreito de Ormuz por todas as partes

Emmanuel Macron, presidente da França — France 24

A iniciativa europeia desafia diretamente a abordagem do presidente dos EUA, Donald Trump, para a crise. Embora tenha reconhecido o anúncio do Irã, Trump declarou, por meio de redes sociais, que o bloqueio naval americano contra embarcações iranianas continuaria até que as negociações bilaterais fossem concluídas integralmente. Ele rejeitou as ofertas de assistência europeias, postando que pediu aos aliados da OTAN para "ficarem de fora", a menos que quisessem "carregar seus navios com petróleo".

Os mercados de petróleo reagiram positivamente ao anúncio do Irã, com queda nos preços à medida que investidores antecipavam o restabelecimento do acesso à via navegável, que normalmente transporta um quinto do suprimento global de petróleo. O fechamento do estreito desde 28 de fevereiro tem prejudicado severamente os mercados energéticos e contribuído para a instabilidade econômica global.

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