O primeiro-ministro irlandês Micheál Martin anunciou no domingo um pacote de alívio de €505 milhões em impostos sobre combustível, enquanto a polícia atuava para pôr fim a seis dias de protestos que levaram o sistema de distribuição de combustível do país à beira do colapso.
Os protestos, liderados por agricultores, caminhoneiros e taxistas, bloquearam o acesso à única refinaria de petróleo da Irlanda, em Whitegate, no Condado de Cork, e diversos grandes depósitos de combustível. Mais de um terço das estações de serviço do país ficaram sem combustível, pois os caminhões-tanque não conseguiam chegar aos seus destinos.
Não fazia sentido algum o que estava acontecendo. A escassez de combustível e os preços mais altos teriam sido, na verdade, o resultado inevitável desses bloqueios.
Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda — CBC News
O pacote de alívio precisa de aprovação parlamentar e soma-se a uma redução de impostos de €250 milhões implementada três semanas atrás. As medidas combinadas representam a maior resposta de subsídio ao combustível da Irlanda desde a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, interrompendo o fornecimento global de petróleo e elevando os preços.
A polícia começou a dispersar os protestos no sábado, usando spray de pimenta para remover manifestantes da refinaria de Whitegate e ordenando que veículos que bloqueavam a O'Connell Street, em Dublin, se dispersassem. Os agentes alertaram sobre prisões para aqueles que colocassem em risco infraestruturas críticas, citando preocupações de que a escassez de combustível pudesse impedir serviços de emergência de responderem a chamados.
A CBC enquadra a história como uma crise do custo de vida com reivindicações legítimas, mas enfatiza as táticas disruptivas e a resposta do governo. A perspectiva canadense destaca o equilíbrio entre direitos de protesto e proteção de infraestruturas críticas, refletindo a própria experiência do Canadá com protestos de caminhoneiros e vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.