O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou no domingo que ordenou ao exército expandir a atual zona de segurança no sul do Líbano, marcando uma escalada significativa nas operações militares de Israel contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Agora instruí a expandir ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e afastar os fogos de mísseis antitanque de nossa fronteira

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense — Channel NewsAsia

O anúncio foi feito durante a visita de Netanyahu ao Comando Norte de Israel, onde ele divulgou uma declaração em vídeo explicando a justificativa estratégica por trás da expansão. A medida representa o esforço contínuo de Israel para criar uma barreira protetora ao longo de sua fronteira norte, onde as hostilidades transfronteiriças intensificaram os temores de uma escalada regional mais ampla.

"Esses não são mais exércitos terroristas que ameaçam nossa existência — eles são inimigos derrotados, lutando pela própria sobrevivência"

Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou que as forças israelenses passariam a controlar as pontes restantes e estabeleceriam uma zona de segurança estendendo-se até o rio Litani, que fica aproximadamente 30 quilômetros ao norte da fronteira de Israel com o Líbano. No entanto, a equipe de Netanyahu se recusou a fornecer detalhes específicos sobre a abrangência da mais recente expansão ou se ela se refere a territórios adicionais além da zona de segurança já anunciada.

O Irã não é mais o mesmo Irã, o Hezbollah não é mais o mesmo Hezbollah, e o Hamas não é mais o mesmo Hamas. Esses não são mais exércitos terroristas que ameaçam nossa existência — eles são inimigos derrotados, lutando pela própria sobrevivência

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense — The Hindu

O conflito tem cobrado um alto preço de ambos os lados. Segundo fontes familiarizadas com o balanço interno do Hezbollah, mais de 400 combatentes do grupo armado libanês foram mortos desde o início das hostilidades, em 2 de março. Dados do ministério da Saúde do Líbano indicam que os ataques e operações terrestres israelenses resultaram em mais de 1.100 mortes no país, incluindo civis, crianças, mulheres e profissionais de saúde.

As baixas israelenses têm sido comparativamente menores, com o exército israelense relatando quatro soldados mortos em combates no sul do Líbano. No sábado, ataques israelenses mataram três jornalistas que trabalhavam para as redes de televisão Al-Manar e Al-Mayadeen, aumentando as preocupações com a segurança da imprensa na zona de conflito.

A ordem de expansão ocorre enquanto Israel enfrenta críticas de aliados europeus por mudanças em políticas internas. Ministros das Relações Exteriores da Alemanha, França, Itália e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta expressando profunda preocupação com a legislação proposta em Israel, que ampliaria significativamente as possibilidades de aplicação da pena de morte, alertando que isso poderia minar os compromissos democráticos do país.