O Papa Leão XIV procurou desanuviar sua confrontação pública com o presidente Donald Trump, dizendo a repórteres a bordo do avião papal que debater com o líder norte-americano "não está em meu interesse de forma alguma", enquanto voava do Camarões para Angola no sábado.
O primeiro pontífice americano abordou a guerra de palavras de uma semana que eclodiu após Trump criticar suas mensagens de paz em relação ao conflito no Irã em 12 de abril. Leão insistiu que seus apelos pela paz não eram dirigidos especificamente a Trump, mas refletiam ensinamentos mais amplos do Evangelho.
Há uma certa narrativa que não foi precisa em todos os seus aspectos, mas por causa da situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez alguns comentários sobre mim
Papa Leão XIV — CBC News
A disputa começou quando Trump lançou um ataque nas redes sociais, acusando Leão de ser "leniente com o crime" e muito próximo da esquerda. Trump também publicou uma imagem gerada por IA que o retratava como uma figura semelhante a Jesus, que foi posteriormente deletada. O presidente afirmou que o papa americano devia sua eleição à influência de Trump.
Leão havia anteriormente chamado de "verdadeiramente inaceitável" a ameaça de Trump de "aniquilar a civilização iraniana" durante a guerra em curso no Irã. O papa também falou sobre um "punhado de tiranos destruindo o mundo" em um discurso preparado duas semanas antes da primeira crítica de Trump, embora muitos tenham interpretado isso como uma resposta direta ao presidente.
A CBC enquadra essa história como um relato de desescalada diplomática, enfatizando as tentativas do papa de esclarecer interpretações equivocadas em vez das discordâncias políticas subjacentes. Sua cobertura foca em aspectos processuais da disputa, em vez de tomar partido no debate substantivo sobre a guerra no Irã.