O Peru autorizou um segundo dia inédito de votação na segunda-feira após falhas logísticas terem impedido mais de 63 mil cidadãos de votar na eleição presidencial de domingo. A Junta Nacional de Eleições (JNE) estendeu a votação até as 18h, horário local, em 187 seções eleitorais que não puderam ser abertas por falta de materiais eleitorais.
O caos teve origem na falha da empresa Servicios Generales Galaga, contratada para entregar os materiais de votação, que não os levou a tempo a diversos distritos de Lima. A polícia prendeu o responsável pela gestão eleitoral na Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) sob acusação de omissão e atraso no cumprimento de suas funções.
Apesar da interrupção, os resultados preliminares mostram a conservadora Keiko Fujimori liderando com 17,05% dos votos, seguida de perto pelo ultraconservador Rafael López Aliaga, com 15,36%. A pequena margem entre os principais candidatos torna os votos adiados potencialmente decisivos para determinar quem avançará para o segundo turno, marcado para 7 de junho.
Os resultados da contagem rápida são um sinal muito positivo para nosso país porque, como apontei no debate, o inimigo é a esquerda, e, segundo esses resultados, ela não chegaria ao segundo turno. Isso, repito, é positivo para todos os peruanos.
Keiko Fujimori, candidata presidencial — Anadolu Agency
A eleição contou com um recorde de 30 candidatos presidenciais, tornando impossível uma vitória no primeiro turno, que exige 50% dos votos. Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que cumpre pena na prisão, busca a presidência pela quarta vez após perder três disputas anteriores no segundo turno.