As forças iranianas lançaram uma caçada ao piloto americano desaparecido no sábado, após derrubarem dois caças dos EUA sobre o Irã e a região do Golfo. A derrubada de um F-15E Strike Eagle e de um A-10 Warthog marca as maiores perdas para a aviação dos EUA desde o início do conflito, há seis semanas.
O caça F-15E, de dois assentos, foi abatido sobre a província de Khuzestan, no sudoeste do Irã, com um dos tripulantes ainda desaparecido. Um segundo avião, um A-10 Warthog, caiu no Kuwait após ser atingido por fogo iraniano, embora seu piloto tenha ejetado com sucesso e sido resgatado.
Os incidentes expõem a vulnerabilidade das aeronaves dos EUA e de Israel, apesar das repetidas afirmações do presidente Donald Trump e do secretário de Defesa Pete Hegseth de que as forças americanas mantêm total superioridade aérea sobre o Irã.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã mobilizou equipes de busca na zona de queda, enquanto autoridades regionais ofereceram recompensas pela captura do aviador desaparecido. O governador regional prometeu condecorações a quem capturasse ou matasse o que chamou de "forças do inimigo hostil".
A guerra havia sido 'rebaixada de mudança de regime' para uma caçada a pilotos
Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento — Al-Monitor
Dois helicópteros Black Hawk envolvidos na operação de busca e resgate foram alvejados pelo fogo iraniano, mas conseguiram escapar do espaço aéreo iraniano. A extensão dos ferimentos de suas tripulações permanece incerta, segundo oficiais dos EUA ouvidos pela Reuters.
O piloto desaparecido enfrenta desafios extraordinários em território hostil. As tripulações aéreas dos EUA recebem treinamento de Sobrevivência, Evasão, Resistência e Escape (SERE), mas poucos aviadores americanos falam persa com fluência, o que torna a evasão no Irã extremamente difícil.
Trump monitorou a operação de resgate da Casa Branca, enquanto comemorações iranianas eclodiam nas redes sociais. Iranianos, submetidos a semanas de ataques aéreos americanos desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro, postaram mensagens celebrando a derrubada das aeronaves.
A perspectiva de um membro das forças armadas americanas vivo em território iraniano eleva drasticamente a pressão política sobre Washington. O conflito já enfrenta baixo apoio público nos EUA e não tem um fim à vista.
Os esforços diplomáticos estão completamente paralisados. O Irã informou aos mediadores que não se reuniria com oficiais dos EUA nas negociações planejadas em Islamabad, e os esforços de mediação de cessar-fogo do Paquistão chegaram a um impasse, segundo reportagem do Wall Street Journal.
A guerra já custou 13 vidas militares americanas e deixou mais de 300 feridos, de acordo com dados do Comando Central dos EUA. Milhares de outras pessoas morreram desde os ataques iniciais que mataram o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, desencadeando um conflito que provocou uma crise energética e ameaça danos econômicos globais duradouros.