O Supremo Tribunal da Rússia designou, em 9 de abril, a organização de direitos humanos Memorial — vencedora do Prêmio Nobel da Paz — como um grupo "extremista", efetivamente criminalizando quaisquer operações remanescentes e expondo seus apoiadores a processos criminais.

A audiência fechada visou o que o tribunal chamou de "movimento internacional público Memorial", uma designação guarda-chuva que a própria Memorial observa não possuir entidade jurídica formal. A decisão permite que as autoridades processem criminalmente qualquer cidadão russo que coopere com a rede da Memorial no exílio, compartilhe conteúdos produzidos por ela ou forneça apoio financeiro.

Esta decisão ilegal marca uma nova fase de pressão política sobre a sociedade civil russa

Memorial — Declaração

O Supremo Tribunal justificou a proibição alegando que as atividades da Memorial são "notoriamente anti-russas" e pretendem "minar valores históricos, culturais, espirituais e morais", além de minar os "pilares fundamentais da estatalidade russa".

A Memorial foi fundada em 1987 para documentar a repressão política da era soviética, especialmente durante o governo de Stalin. A organização passou décadas expondo os crimes do governo soviético contra seu próprio povo, uma missão que cada vez mais conflita com os esforços do presidente Vladimir Putin para elevar a imagem da URSS.

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Enquadra a decisão como parte do cerco autoritário mais amplo de Putin à sociedade civil e à liberdade de expressão, enfatizando a conexão com a invasão russa da Ucrânia. Destaca a condenação internacional e a missão histórica da Memorial de expor crimes soviéticos, posicionando o caso dentro de uma narrativa de democracia versus autoritarismo.

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