O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que não está "de forma alguma" preocupado em cometer crimes de guerra caso cumpra suas ameaças de bombardear pontes e usinas de energia do Irã, enquanto o prazo final de terça-feira à noite para o país reabrir o Estreito de Ormuz se aproxima.
As amplas ameaças de Trump de destruir infraestrutura civil têm recebido críticas severas de especialistas em direito, autoridades da ONU e democratas no Congresso, que argumentam que tais ataques violariam o direito humanitário internacional. O presidente advertiu que o Irã não terá "pontes" nem "usinas de energia" se não atender ao seu ultimato.
O que Trump está dizendo é: 'Não nos importamos com a precisão, não nos importamos com o impacto sobre civis, vamos simplesmente eliminar toda a capacidade de geração de energia do Irã'
Rachel VanLandingham, professora da Southwestern Law School — France 24
O último prazo representa o desfecho de semanas de ameaças crescentes e cronogramas flutuantes. Trump inicialmente estabeleceu um prazo para 23 de março, depois o estendeu várias vezes à medida que as negociações pareciam promissoras, antes de finalmente estagnar.
Especialistas em direito internacional alertam que alvos em usinas de energia e pontes podem constituir crimes de guerra se os ataques forem desproporcionais ou não minimizarem as baixas civis. Hospitais, estações de tratamento de água e outros serviços essenciais dependem da infraestrutura elétrica, tornando as usinas de energia alvos particularmente sensíveis segundo as leis de guerra.
A France 24 destaca as preocupações legais e humanitárias em torno das ameaças de Trump, apresentando análises de especialistas que classificam os ataques propostos como potenciais crimes de guerra. A cobertura reflete o ceticismo europeu em relação a ações militares unilaterais dos EUA e a preocupação com as normas jurídicas internacionais.