Autoridades iranianas convocaram jovens a formar cadeias humanas ao redor de usinas de energia em todo o país, enquanto o prazo do presidente Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz se aproxima na noite desta terça-feira.

Trump ameaçou bombardear todas as usinas de energia e pontes do Irã se o país não restaurar o tráfego marítimo total pela via estratégica até as 20h EDT. O estreito é um ponto crítico por onde passa um quinto do petróleo mundial durante tempos de paz.

Convo a todos os jovens, figuras culturais e artísticas, atletas e campeões a participarem da campanha nacional 'Cadeia Humana por um Futuro Brilhante para a Juventude Iraniana'

Alireza Rahimi, vice-ministro de Esportes e Juventude — Daily Sabah

A manifestação foi marcada para as 14h, horário local, desta terça-feira, em estações de geração de energia em todo o Irã. Rahimi, identificado pela televisão estatal iraniana como secretário do Conselho Supremo da Juventude e Adolescentes, enquadrou a ação como uma resistência ao que o Irã considera crimes de guerra contra infraestrutura civil.

O Irã já havia empregado táticas de cadeias humanas ao redor de instalações nucleares em períodos de tensão elevada com nações ocidentais. Desta vez, no entanto, a participação permaneceu incerta, com pelo menos uma grande usina de energia em Teerã supostamente fechada por motivos de segurança quando a manifestação estava prestes a começar.

◈ How the world sees it6 perspectives
Mostly Analytical2 Critical4 Analytical
🇬🇧United Kingdom
The Independent
Critical

O The Independent apresenta as ameaças de Trump como atos potencialmente criminosos, enfatizando preocupações legais internacionais e riscos civis. Sua cobertura destaca as manifestações de cadeias humanas como medidas defensivas contra o que apresentam como agressão desproporcional dos EUA, refletindo a ênfase tradicional do Reino Unido no direito internacional e soluções diplomáticas em detrimento de ações militares.