Um navio de contêineres de propriedade francesa cruzou com sucesso o Estreito de Ormuz, marcando o primeiro trânsito de uma grande empresa de transporte marítimo da Europa Ocidental desde que o Irã fechou efetivamente a via vital após ataques dos EUA e de Israel no final de fevereiro.
O Kribi, com bandeira de Malta e operado pela gigante francesa de transporte marítimo CMA CGM, passou pelo estreito na quinta-feira usando o que a revista marítima Lloyd's List chamou de "Pedágio de Teerã" — um corredor aprovado pelo Irã próximo à Ilha de Larak. O navio exibia "Owner France" em seu sistema de rastreamento ao cruzar, sinalizando sua nacionalidade às autoridades iranianas.
Dados de rastreamento marítimo mostraram que o navio havia saído do Golfo e navegava ao largo de Muscat, Omã, até sexta-feira de manhã. Originalmente, o navio tinha como destino Pointe-Noire, na República do Congo, mas alterou seu destino para "Owner France" antes de entrar nas águas territoriais iranianas.
A travessia representa um desenvolvimento significativo na crise marítima de um mês que interrompeu o fornecimento global de energia. Antes do início do conflito, cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo transitavam pela estreita passagem entre o Irã e a Península de Musandam, em Omã.
O Irã restringiu severamente o acesso ao estreito após os ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, que desencadearam retaliações, deixando cerca de 200 navios encalhados nas águas ao redor. O tráfego pela passagem caiu 95%, com apenas cerca de 100 navios conseguindo cruzar desde 1º de março — queda em relação à média diária de 120 travessias em tempos de paz.
Relata a travessia como um desenvolvimento factual, observando o sinal estratégico da nacionalidade francesa do navio. Enfatiza o contexto mais amplo da interrupção marítima e suas implicações econômicas.
Enquadra a história em torno da importância de ser o primeiro grande trânsito europeu ocidental desde o conflito. Destaca o impacto econômico mais amplo, incluindo o aumento dos preços do petróleo e preocupações com inflação.
Relatos indicam que o navio da CMA CGM e três petroleiros ligados a Omã deixaram o Golfo apesar do bloqueio em andamento
Um navio de contêineres francês e um petroleiro de propriedade japonesa cruzaram o Estreito de Ormuz, aparentemente os primeiros trânsitos desse tipo desde a guerra no Irã ter fechado a crucial passagem.
Um navio de propriedade da CMA CGM, da França, tornou-se o primeiro vinculado à Europa Ocidental a cruzar o Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Irã no final de fevereiro, de acordo com dados de rastreamento de navios.
A passagem do navio francês coincidiu com travessias de outros navios, incluindo um petroleiro de GNL de propriedade japonesa. Três navios tomaram uma rota alternativa ao sul, seguindo próximo à costa de Omã enquanto transmitiam "OMANI SHIP" em seus transponders — as primeiras travessias desse tipo em quase três semanas.
A análise de dados de transporte revela que 60% dos navios que cruzaram desde o início do conflito tinham ligações com o Irã, seja como origem ou destino. O restante do tráfego envolveu navios ligados aos Emirados Árabes Unidos, China, Índia, Arábia Saudita e outros parceiros regionais.
A redução drástica no tráfego pelo Estreito de Ormuz contribuiu para a disparada dos preços globais do petróleo e levantou preocupações com a inflação em todo o mundo. Algumas empresas de transporte começaram a exibir afiliações chinesas em seus navios para sinalizar neutralidade política e reduzir riscos de serem alvos.
Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, PEGAR O PETRÓLEO E FICAR RICOS. SERIA UMA 'FONTE' PARA O MUNDO???
Donald Trump, presidente dos EUA — Truth Social
O mecanismo por trás da travessia segura do navio francês permanece incerto. A CMA CGM se recusou a comentar sobre a passagem, enquanto o ministério das Relações Exteriores da França também não forneceu detalhes sobre quaisquer acordos diplomáticos que possam ter facilitado o trânsito.
O Irã afirmou que "navios não hostis" podem usar a via, mas o conflito em andamento — que já viu vários ataques a navios — efetivamente interrompeu o tráfego comercial normal. A natureza seletiva das travessias sugere que Teerã mantém controle rígido sobre quais navios recebem permissão para transitar.