O Papa Leão XIV inicia uma turnê ambiciosa de 11 dias por quatro nações africanas na segunda-feira, marcando sua visita estrangeira mais significativa desde que assumiu o papado em maio de 2025. A viagem abrange quase 18 mil quilômetros em 18 voos, visitando 11 cidades na Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

O Vaticano enquadra a turnê como uma missão para redirecionar a atenção global para a África, onde vivem mais de 288 milhões de católicos — representando mais de um quinto da população católica mundial. Pesquisas do Vaticano mostram um crescimento notável no número de católicos batizados no continente, tornando-o uma das regiões de expansão mais rápida da Igreja.

para ajudar a chamar a atenção do mundo para a África

Cardeal Michael Czerny, alto funcionário do Vaticano — Reuters

A Argélia marca o ponto de partida simbólico da turnê, apesar de ser esmagadoramente muçulmana, com menos de 10 mil católicos entre seus 48 milhões de habitantes. Nenhum papa havia visitado o país do Norte da África antes, mas ele tem um significado pessoal profundo para Leão XIV, pois é o local de nascimento de Santo Agostinho, cujas doutrinas teológicas guiam a ordem agostiniana à qual o papa pertence.

O papa celebrará missa em Annaba, a antiga cidade de Hipona, onde Agostinho atuou como bispo no século IV. Sua visita à Grande Mesquita de Argel representa apenas a segunda vez que um pontífice visita uma mesquita, enfatizando o diálogo católico-muçulmano como tema central.

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A BBC aborda a turnê pelo prisma da importância demográfica da África para o catolicismo global, destacando o crescimento estatístico e o pivô estratégico do Vaticano em direção ao continente. Sua cobertura realça oportunidades de diálogo inter-religioso, ao mesmo tempo em que observa preocupações com direitos humanos, refletindo a abordagem diplomática britânica às sensibilidades religiosas e políticas em regiões outrora colonizadas.