Um soldado francês integrante das forças de paz da ONU foi morto e outros três ficaram feridos no sábado de manhã no sul do Líbano, em um ataque descrito por autoridades como uma emboscada deliberada por militantes armados.

O Subtenente Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenheiros Paraquedistas, morreu após ser atingido por tiros de armas leves enquanto sua unidade desativava munições explosivas em uma estrada na aldeia de Ghandouriyeh. A patrulha tentava reabrir o acesso a um posto avançado da UNIFIL que estava isolado havia vários dias devido aos combates na região.

Tudo indica que a responsabilidade por este ataque cabe ao Hezbollah

Emmanuel Macron, presidente francês — X

A ministra das Forças Armadas da França, Catherine Vautrin, afirmou que Montorio foi vítima de uma emboscada por um grupo armado a curta distância. Seus companheiros o resgataram sob fogo, mas não conseguiram reanimar o militar veterano de 18 anos de serviço, que havia participado de várias operações no exterior.

O ataque ocorreu no segundo dia de um frágil cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Hezbollah, projetado para criar espaço para negociações que ponham fim a seis semanas de guerra. A avaliação inicial da UNIFIL indicou que os disparos vieram de atores não estatais, supostamente o Hezbollah, e a organização anunciou uma investigação sobre o que chamou de ataque deliberado que pode constituir crime de guerra.

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Veículos de comunicação franceses enfatizam a suposta responsabilidade do Hezbollah e retratam o ataque como uma violação inaceitável que exige responsabilização libanesa. Eles destacam o sacrifício militar francês pela paz e exigem justiça, refletindo o papel da França como um dos principais contribuintes da UNIFIL e seu investimento diplomático na estabilidade libanesa.