A Snap Inc. eliminou 1.000 cargos na quarta-feira, marcando a primeira vez que o CEO Evan Spiegel citou explicitamente a inteligência artificial como justificativa para demissões em massa no dono do Snapchat.

As demissões afetam 16% da força de trabalho da Snap e custarão à empresa entre US$ 95 milhões e US$ 130 milhões em pagamentos de rescisão. Spiegel também retirou mais de 300 vagas abertas, levando a uma redução total de aproximadamente 1.300 cargos.

Acreditamos que os avanços rápidos na inteligência artificial permitem que nossas equipes reduzam o trabalho repetitivo, aumentem a velocidade e apoiem melhor nossa comunidade, parceiros e anunciantes

Evan Spiegel, CEO — Snap Inc.

A empresa de Santa Mônica junta-se a uma crescente lista de empresas de tecnologia que usam recursos de IA para justificar reduções de força de trabalho. Amazon, Meta, Block, Pinterest e Atlassian já demitiram milhares de funcionários este ano, com executivos apontando para a redução da necessidade de mão de obra devido a ferramentas de IA ou a necessidade de cortar custos para financiar investimentos em IA.

Spiegel descreveu a empresa como estando em um 'momento crucial' e afirmou que a reestruturação visa economizar US$ 500 milhões anualmente, além de estabelecer 'um caminho mais claro para a lucratividade líquida'. O CEO observou que equipes menores já demonstraram progresso significativo usando ferramentas de IA em iniciativas como assinaturas do Snapchat+ e melhorias na plataforma de publicidade.

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BBC
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A BBC enquadra isso como parte de uma tendência mais ampla na indústria de tecnologia, enfatizando como a IA está se tornando a justificativa padrão para cortes de empregos em todo o Vale do Silício. Sua cobertura contextualiza a decisão da Snap dentro do padrão mais amplo de empresas de tecnologia usarem alegações de eficiência com IA para justificar reduções de força de trabalho, refletindo a posição da Grã-Bretanha como observadora da dinâmica da indústria de tecnologia americana, em vez de participante direta.