O vice-presidente dos EUA, JD Vance, pousou em Islamabad no sábado de manhã para liderar as negociações americanas com o Irã, com o objetivo de encerrar permanentemente o conflito no Oriente Médio, que eclodiu no final de fevereiro. As conversas representam o mais alto nível de engajamento direto entre Washington e Teerã desde a revolução islâmica iraniana de 1979.

O chefe do exército do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, recebeu Vance na Base Aérea Nur Khan, ao lado do vice-primeiro-ministro Ishaq Dar. A delegação americana inclui Jared Kushner, genro de Trump, e o enviado do Oriente Médio, Steve Witkoff, enquanto a equipe do Irã é liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

Se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, certamente estamos dispostos a estender a mão aberta. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é receptiva.

JD Vance, vice-presidente dos EUA — NPR

As negociações ocorrem durante uma frágil trégua de duas semanas, intermediada pelo Paquistão após semanas de conflito crescente. A guerra começou em 28 de fevereiro, quando forças dos EUA e de Israel lançaram ataques aéreos conjuntos contra o Irã, desencadeando retaliações iranianas contra alvos israelenses e interrompendo os mercados globais de petróleo por meio do estratégico Estreito de Ormuz.

Grandes obstáculos ainda precisam ser superados antes que as negociações possam começar de fato. O Irã condicionou sua participação a uma interrupção total dos ataques israelenses no Líbano, onde o Hezbollah atua como principal aliado regional de Teerã. A República Islâmica também exige a liberação de seus ativos no exterior e mantém que não pode reabrir totalmente o Estreito de Ormuz, pois perdeu o rastro das minas que lançou na via aquática durante o conflito.

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