Os búlgaros vão às urnas neste domingo para a oitava eleição parlamentar em cinco anos, com o ex-presidente pró-Rússia Rumen Radev liderando as pesquisas de forma decisiva, enquanto os eleitores buscam um fim à instabilidade política e à corrupção endêmica.
Radev renunciou à presidência em janeiro para lançar seu movimento político, a Bulgária Progressista, cujas pesquisas indicam que pode obter cerca de 35% dos votos — potencialmente o melhor resultado de um único partido em anos. O ex-piloto de caça, eurocético, construiu sua campanha com promessas de restaurar a estabilidade e combater a corrupção, além de defender o fortalecimento das relações com Moscou e se opor à ajuda militar à Ucrânia.
A eleição ocorre após protestos em massa em dezembro que derrubaram o governo anterior por conta de propostas de aumento de impostos e maiores contribuições para a previdência social, poucos meses depois de a Bulgária ter adotado o euro. O aumento do custo de vida emergiu como principal preocupação dos eleitores, ofuscando as controversas posições de política externa de Radev.
Vou depositar minha confiança no novo general da política. Quando há algo novo, devemos tentar a coisa nova.
Georgi Bozhkov, servidor público — Straits Times
A participação eleitoral deve atingir 60%, quase o dobro dos 34% registrados em junho de 2024, refletindo a crescente frustração com o establishment político. O partido GERB, há muito dominante, do ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, aparece em segundo lugar com cerca de 18%, enquanto o Movimento pelos Direitos e Liberdades enfrenta escrutínio devido às sanções por corrupção impostas ao seu líder, Delyan Peevski, pelos EUA e Reino Unido.