O Federal Reserve recebeu uma notícia indesejada na sexta-feira, quando a inflação nos EUA acelerou para 3,3% em março, marcando a maior taxa em quase dois anos, à medida que o conflito em andamento com o Irã disparou os preços de energia em toda a economia americana.

Os preços ao consumidor subiram 0,9% de fevereiro para março, segundo relatório do Departamento do Trabalho — o maior salto mensal desde junho de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia desencadeou uma crise energética global. A aceleração em março frustrou as esperanças de cortes nas taxas de juros no curto prazo e destacou como tensões geopolíticas podem rapidamente atrapalhar o progresso econômico.

Os preços da gasolina impulsionaram a alta inflacionária, subindo 21,2% em um único mês — o maior aumento desde que o governo começou a registrar esses dados, em 1967. O pico ocorreu após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, uma importante rota de navegação para o fornecimento global de petróleo, enquanto a campanha militar EUA-Israel se intensificava.

"Preços da gasolina subiram 21,2% em março — o maior aumento mensal desde que os registros começaram, em 1967"

Eu dirijo um caminhão, então encho o tanque a cada meio tanque, e agora é tipo, $70, $80. Tenho que fazer o que for necessário para viver... Estou lidando com o que vier — então, pagando mais.

Annel Villegas, moradora da Califórnia — BBC

Os custos de energia responderam por três quartos do aumento da inflação em março. Motoristas na Califórnia enfrentaram choques de preços particularmente severos, com a gasolina custando em média $5,93 por galão, contra uma média nacional de $4,16. Os preços do diesel subiram mais de 30% — o maior salto desde fevereiro de 2000.

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A BBC apresenta isso como uma consequência econômica previsível de um conflito geopolítico, traçando paralelos com o choque energético de 2022 entre Rússia e Ucrânia. Sua cobertura enfatiza o impacto sobre os consumidores por meio de histórias pessoais, mantendo distância analítica das implicações políticas domésticas nos EUA.